A diferença do que foi e do que você viu.

Greve Geral o Brasil parou

Por Adriano Pinheiro 04/05/2017 - 16:16 hs
A diferença do que foi e do que você viu.
Greve em Bragança Paulista

Afinaram os instrumentos, decidiram os termos a ser utilizados, equipamentos prontos vamos desfocar a realidade, o maior tempo possível.


Assim foi a cobertura jornalística da Greve Geral, isso mesmo Greve Geral, e não dia de protestos ou manifestações, como focaram os maiores meios de comunicação brasileiros, na grande sintonia feita com as falas de Temer e comandados.


A grande orquestra formada em consonância com a mídia outorgada, mais uma vez, manipulou as palavras, as imagens e o foco da legitima greve trabalhista.


O movimento trabalhador em discordância com a reforma trabalhista e da previdência, parou o Brasil, figurando o posto mais alto do Twitter brasileiro, e quem acompanhou em tempo real por esse meio digital conseguiu enxergar a real dimensão do ato.


Imagens ao vivo de todo o país, feitas através de lives, mostraram a truculência contra grevistas, a quantidade de pessoas paralisadas, e o foco de quem esteve em estado de greve.


Trabalhadores de setores essenciais para o funcionamento do país pararam, metrôs, trens, ônibus, montadoras, indústria petrolífera e transporte de cargas acenderam o sinal vermelho no congresso, Deputados e Senadores, após a greve afrouxaram seus colarinhos suando frio com uma possível retaliação eleitoral por seus votos nessas pautas.


Você pode imaginar que eu estou falando da Venezuela, não isso aconteceu no Brasil, as imagens da Venezuela poderiam ser as brasileiras, mas a mídia brasileira preferiu desqualificar, o grevista virou baderneiro, vândalo, black block´s. Não ele é grevista, estudante, religioso, trabalhador, e acima de tudo é brasileiro e ser humano.


A aula de Joseph Goebbels, comandante da máquina de propaganda nazista, “...Mentiras repetidas à exaustão viram verdades...”, foi seguida a risco, porém o mundo daquela época era outro, hoje a internet abre um leque para mídia alternativa, para reflexões e ponderações que destoam da realidade mostrada pelos meios de comunicação.


As pessoas são mais instruídas e não tem medo de refletir, isso tem sido a grande dor de cabeça dos comandantes e detentores de concessões públicas de radiodifusão, ou das grandes famílias que dominam jornais e portais.


A cobertura uníssona transformou se em grande catástrofe publicitária para o governo, pois no mínimo o boca a boca e os relatos dos mais antenados colocou em xeque as “informações” expostas.








Radio Braganca
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